Idosos com depressão: sinais de alerta e o que fazer

15 Apr 2019

 

A “depressão” não é um “privilégio” do idoso, pois é um transtorno mental que afeta pessoas de todas as idades. Mas é fato que o preconceito com distúrbios mentais e a falta de informação tendem a dificultar o diagnóstico e o tratamento adequado da doença no idoso. Alguns sintomas, muitas vezes de forma equivocada, são imputados à velhice, pois ainda há crença distorcida de que o velho é rabugento, antissocial e até mesmo irritadiço.
 

Ainda, no caso da pessoa idosa, o diagnóstico às vezes se torna mais difícil, pois normalmente a doença “se mistura” a outros males naturais da idade. Às vezes, até mesmo o idoso quando apresenta sintomas de depressão, atribui o que sente como algo inerente à velhice.  Muitas vezes o idoso tem motivos que até justificam o desenvolvimento da depressão, como por exemplo quando perde o cônjuge ou pessoas próximas. Outra dificuldade para o diagnóstico preciso é a negação da doença pela própria família.
 

Alguns SINAIS DE ALERTA que podem ser observados e considerados sobre transtorno da depressão no idoso:
 

  1.  Tendência do idoso a se abalar, a se entregar e a desistir de ações naturais da vida após receber diagnóstico de alguma doença ou quando percebe que algo não está bem no seu organismo.

  2.  Queixas constantes de dores crônicas.

  3.  Pouca interação social e familiar por parte do idoso, podendo resultar em isolamento ou abandono.

  4.  Surgimento de déficit cognitivo (dificuldade de memória, atenção etc.)

  5.  Surgimento de dificuldades financeiras, incomum no histórico do idoso.

  6.  Uso excessivo de álcool.

  7.  Falta de sentido de vida, vazio existencial.

  8.  Alteração no apetite, comer muito ou pouco.

  9.  Alteração do sono, dormir muito ou pouco.

  10.  Perda de interesse em atividades que antes apreciava fazer.

  11.  Descuidar da aparência, autoestima baixa.

  12.  Demonstrar cansaço injustificado, falta de energia e fadiga.

  13.  Sentimento de tristeza, ansiedade exacerbada, angústia e irritabilidade.

  14.  Baixa imunidade;

  15.  Perda do interesse por troca de carinhos e afeição.  

 

Para se obter diagnóstico mais preciso do transtorno de depressão é recomendável que a pessoa seja avaliada por profissional da área médica, podendo se iniciar com clínico geral. Após, pode ser encaminhado para um psiquiatra ou um psicólogo. Lembrando sempre que “cada caso é um caso”, pois as pessoas são diferentes. O diagnóstico correto garante o tratamento adequado da doença.

 

Não se pode deixar de considerar que a depressão é uma doença mental para a qual existe tratamento, que pode envolver farmacoterapia e psicoterapia. A depressão quando não tratada, pode simular uma pseudo-demência, ou seja, a pessoa pode sofrer perdas significativas na sua cognição (memória, atenção, linguagem, funções executivas), podendo até mesmo chegar a um processo de demência.
 

A depressão pode ser prevenida com algumas atitudes e escolhas da pessoa, como por exemplo:
 

  1.  Manter atividade física frequente,

  2.  Manter vida social ativa.

  3.  Manter alimentação saudável.

  4.  Manter o bem-estar consigo mesmo.

  5.  Não supervalorizar o negativo.

  6.  Manter a curiosidade nas “coisas” da vida

  7.  Aprender a gerenciar as emoções.

  8.  Manter rotina médica, visando prevenir e controlar doenças já estabelecidas.

  9.  Buscar e manter sentido para a vida, valorizando sonhos, projetos etc.
     

Devemos perceber a velhice com otimismo, como uma dádiva da vida, que pode trazer satisfação e alegria de viver. Que o transtorno da depressão, por exemplo, pode ser tratado e controlado como já mencionado. Considerar que o simples fato de estar vivo nos oferece a oportunidade de escolher como podemos agir para enfrentarmos as adversidades e perdas que a vida naturalmente impõe para todos os seres humanos.

 

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